Áudio aula | 07 - Definições no Art. 29 da LRF - Aprofundando | AFO | EmÁudio Concursos

Administração Financeira e Orçamentária EmÁudio: Definições no Artigo 29 da LRF - Aprofundando

Olá! Nesse áudio, vamos nos aprofundar nas definições que constam no artigo 29 da LRF. Preparado? Vamos conversar um pouco sobre finanças públicas.

De acordo com a LRF, o refinanciamento da dívida pública constará separadamente na loa e nas leis de créditos adicionais. Artigo quinto, parágrafo segundo. Mas você sabe por quê?

Bom é o seguinte. A nossa dívida pública é grande e tem aumentado nos últimos anos. Atualmente, a nossa relação dívida PIB, um dos principais indicadores de solvência é de 77% e dívida é dívida. Um dia a conta chega. Quem usa cartão de crédito sabe disso.

No setor público é do mesmo jeito. Chegado o dia do vencimento, o Estado tem que pagar essa dívida igual a você que tem que pagar a fatura do cartão de crédito. Acontece que no dia do vencimento, frequentemente o Estado não tem dinheiro para pagar a dívida ou não quer pagar a dívida. Prefere gastar com outras coisas.

Então, o que ele faz? Refinancia a dívida, assim como você pode parcelar a fatura do cartão de crédito, ou seja, era um financiamento agora, o Estado financiou o financiamento. Virou, portanto, um refinanciamento.

Certo, professor. E daí? E daí que esse refinanciamento não é de graça. Juros são cobrados e o refinanciamento não resolve o problema não quita a dívida, só empurra mais para frente e com um preço cada vez mais salgado.

Se o governo ficar sempre apenas refinanciando a dívida, ela nunca será paga. Não sendo paga, o montante do principal da dívida se mantém constante ou o pior, aumenta. Os credores então começam a ficar mais desconfiados, pensando assim: a dívida desse país só aumenta e ele não tá fazendo nada para diminuí-la.

O risco de ele me dar um calote está aumentando. Por isso vou cobrar uma taxa de juros maior. Ssério que fazem isso, professor? Claro, emprestar dinheiro para o seu tio rico e bem empregado é a mesma coisa que emprestar dinheiro para o seu primo, que nem entrou na faculdade ainda e está desempregado? Não, né?

A chance de você levar um calote do seu primo é bem maior, ou seja, o risco de calote é maior. Se o risco é maior, o credor investidor demanda um retorno maior, porque no mundo das finanças, sejam elas públicas ou privadas, tudo gira em torno da relação risco versus retorno.

Quer um exemplo? Vou lhe dar um exemplo de apostas que podem ser consideradas um tipo de investimento. Você está numa corrida de cavalos. Só dois cavalos vão disputá-la.

O primeiro é um supercampeão e está no auge da sua forma física. O segundo já está velhinho e ainda disseram ali nos bastidores que ele está doente.

Eu lhe proponho a seguinte aposta: se você colocar 10 reais no primeiro cavalo, eu lhe retorno 11 reais e se você colocar 10 reais no segundo cavalo, eu lhe retorno os mesmos 11 reais. Você aceita? Espero que não, né?

E que tal agora, se você colocar 10 reais no primeiro cavalo, eu lhe retorno 11 reais. Mas se vo... Ler mais

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